O Liceu Nilo Peçanha

Houve um tempo que bastaria colocar esse nome, aliás nem o nome do Liceu, bastaria LICEU e não precisava de mais nenhum explicativo, pois o Liceu era o Liceu e pronto.

Estudei no período de 1977/1979, mas quando estava no Primário já acalentava o sonho de fazer o Ginasial (hoje o segundo ciclo do Ensino Fundamental) no Liceu, pois via minhas primas estudando lá e esperava chegar a minha vez. Mas houve a Reforma de 1972, e com isso o Liceu decidiu acabar com o seu Ginasial, ficando só com o Científico. Assim, como que estivessem me visando, quando eu ia entrar na 5ª série, o Liceu acabou com a 5ª série, fui pra sexta e o Liceu tinha acabado com a sexta, e assim por diante, continuei no Grupo Escolar Raul Vidal, depois Escola Estadual Raul Vidal da primeira à oitava série. Foi nesse ano, 1976, que fiz minha prova de Seleção. Achei que seria fácil, pois eu era um bom aluno em quase todas as matérias, mas foi só eu olhar o programa das matérias para a prova, principalmente a de História, e vi que seria difícil, pois não sabia muita coisa que seria pedido. Veio o dia da prova, e meu temor se confirmou, e a prova foi bem difícil. Até as provas de Matemática, matérias que eu tinha mais facilidade, foram difíceis, mas as provas de Ciências e História devem ter precipitado minha queda de cabelos… rs Achava que não iria passar. Quando terminavam minhas aulas, eu trabalhava como ajudante de meu tio em reformas de casas. Lembro do dia que saiu o resultado da Seleção, e que quando terminei meu dia de trabalho, vinha com meu primo Eduardo caminhando pela Avenida Amaral Peixoto, e pedi a ele que me  esperasse pois eu iria entrar no pátio do Liceu para saber do resultado.  Quando vi meu nome, fiquei feliz, e, sinceramente, um pouco surpreso.

E assim passei 3 anos lá, com muitos amigos. Chegava em dezembro, trabalhava com o meu tio. Só numa das férias que mudei, trabalhando numa loja de plantas em Icaraí. Chegou o final de 1979 e, infelizmente, perdi contato com muita gente. Com alguns eu ainda mantive  contato por alguns anos, seja pessoalmente, ou por carta, e outros fui reencontrando esperadicamente pelas ruas de Niterói.

Nesta sexta, voltei ao Liceu com outros Liceístas, de décadas diferentes, 50/60/70 e até dois alunos que farão o terceiro ano em 2008. Pessoalmente só conhecia o Beto, com o qual já havia tomado um chopp num encontro de liceístas, enquanto os outros só conhecia pela internet, na comunidade do Liceu do Orkut. Após alguns passeios por dentro do Liceu, levando os amigos a alguns lugares, junto com a professora Amim, que leciona atualmente no Liceu, e que nos acompanhava, encontramos a famosa Dona Adelaide. Dona Adelaide ficou famosa na comunidade do Liceu após ser personagem de um relato de um liceísta, o Carlos Tibau, que foi visitar o colégio e acabou sendo levado por ela até o arquivo central, com as pastas dos alunos. Ela se demonstrou tão prestativa, e tão cuidadosa com a história do Liceu, que foi homenageada por todos, sendo até chamada de Santa Adelaide.

Hoje, ao encontrá-la, ela nos chamou também ao Arquivo.

Todos que lá estavam conseguiram encontrar suas fichas, e até olhamos outras fichas. A Vera, hoje advogada, mesmo sendo daquelas mulheres bem fortes, chorou. Nelma,  chorona de carteirinha, até que soube se segurar. Beto e suas pesquisas nos livros de registro e pastas de vários amigos do ano de 1987. Eu, por ficar ajudando os amigos a procurarem as fichas e de outros, acabei não procurando muito. Dona Adelaide até se surpreendeu pela minha desenvoltura pelo Arquivo, não sabendo ela que a desenvoltura se devia por forças do trabalho, e por visitar muitas bibliotecas.  Mas pelo menos consegui achar, além da minha ficha, a de meu primo e de duas amigas. Queria ter olhado muitas outras, mas deixa para um outro dia.

Foram horas que passaram rapidamente, e nem senti o tempo passar.

Ainda quero ver as fotos, e vou enviar duas fotos para duas amigas.

E agora lembrei que passei um dia inteiro, e não escrevi nada do que disse que tinha que escrever.

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7 Respostas to “O Liceu Nilo Peçanha”

  1. Mirian Melim Says:

    Olá Carlos,
    Estudei no Liceu de 70 a 76, depois mudei prá outro estado e hj estou de volta ao Rio. Gostaria de re-encontrar amigos daquela época e percebi pelo seu relato que conhece pessoas deste período. Saberia me dizer como possa conactá-las?
    Abçs, Mirian

  2. ROSANGELA CALDAS Says:

    OI, ACHEI INERESSANTE A COINCIDÊNCIA, POIS TAMBÉM PRESTEI ESTA PROVA P/ INGRESSAR NO LICEU NESTE MESMO ANO 76, E SENTI ESTA MESMA EMOÇÃO QUE VC DESCREVE, TENDO INGRESSADO NO ANO DE 1977.TBM ESTUDEI NO RAUL VIDAU DE 74 A 76. HOJE MORO EM OUTRO ESTADO E NAS FÉRIAS VOU À NITERÓI, ALIÁS JÁ ESTOU CHEGANDO. CARA ACHO QUE NOS CONHECEMOS, SERÁ? BJS, RÔ

  3. Odlana Says:

    eu amei o tempo que lá passei…
    posso fechar os olhos …e lembrar o suave toque da lira…
    e acordar com a seca batida do surdo…
    não pode morrer uma lembrança como essa…

  4. Cássia Fernandes Says:

    Oi, Carlos, encontrei esse espaço aqui. Achei lindo o que escreveu! Aliás, este ano faz 30 anos que saímos de lá…Snif!

    Bjs.

    Cássia

  5. Fellipe da comucrn Says:

    vcs mandam msm parabens

  6. demetrio ferreira Says:

    Olá.
    Tenho muita saudade deste liceu. Liceu Nilo Peçanha.
    Estudei de 84 a 86.
    Realizei meu sonho ao passar pela prova de seleção, na minha época haviam excelentes professores, tive uma boa base e nem precisei de cursinho a época, passei de prima no vestiba do cesgranrio pra UERJ.

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