Archive for março \27\UTC 2008

Uma goleada sem graça

março 27, 2008

Ontem o Fluminense alcançou, com duas rodadas de antecedência, a classificação para as semifinais da Taça Rio, tendo ainda no meio um jogo pela Libertadores. O resultado de 4×1 em cima do Mesquita  foi até pouco pelo tanto de gol que o Fluminense perdeu, com bola na trave, 3 pênalties não marcados. Sobre essas penalidades não marcadas é a prova inquestionável de que é algo totalmente anormal aquela seqüência maluca de 14 pênaltis marcadas a favor do Vasco em 13 jogos, isso sem falar que no mínimo três não aconteceram, e fora os outros duvidosos.  Se esses juízes marcassem para os outros times com o mesmo rigor ninguém questionaria.  O Coração de Leão Washington ontem estava irreconhecível, perdendo vários gols. Na entrevista após o jogo, ele até reconheceu humildemente que fez tudo de errado. Quando era para passar, ele chutava. Quando era para chutar, ele tentava driblar. Mas ele tem muito crédito ainda com a torcida. Deve estar guardando gols para a Libiertadores e para as Semifinais e finais da Taça Rio e Finais do Estadual. 

Mas vamos lá. Domingo o Renato deve poupar alguns jogadores contra o Botafogo para o nosso jogo contra o Libertad.   Aliás, eu já havia comentado com amigos que o Renato já deveria ter poupado alguns jogdores em outros jogos, pois o Fluminense vem jogando na base do quarta-sábado-domingo há quase dois meses.  Isso estoura a musculatura dos jogadores.  Mas é necessário fazer esse rodízio de jogadores, e priorizar a Libertadores, ainda mais porque já conseguimos a classificação para as semifinais.  Uma vitória contra o Libertad poderá significar, também com duas rodadas de antecedência, a classificação para a próxima fase.

Vamos lá, Fluzão!

Cinco dias sem correr

março 27, 2008

Seria totalmente normal se junto com isso não viesse uma Semana Santa com suas canjicas (da cunhada, da mamãe e de casa), bombons, ovos de Páscoa e barras de chocolate. Resultado: quase 2kg a mais.

O chato de correr hoje, foi ter que correr sozinho pois não encontrei o meu amigo Benito, para conversarmos sobre o Fluminense, futebol como um todo, sobre a UFF, literatura, educação etc.  É muito melhor correr quando se tem alguém ao lado.  O Benito já não prepcisa tanto disso pois o hábito de correr praticamente todos os dias há uns 10 anos (acho que são mais anos aind) já faz com que o ato de correr seja algo quase como automático.

O amigo Clodoaldo aventou a possibilidade de eu participar com o grupo dele da Maratona de Revezamento Super 40, mas não voltou ao assunto.  Enquanto isso eu vou correndo.

Fluminense 2 x 1 Vasco – enfim quebrado o tabu

março 24, 2008

Já fazia tempos que não ganhávamos deles, inclusive com uma seqüência de 4 ou 5 empates seguidos.

Pra variar, outro pênalti marcado para o Vasco. Isso já está ficando chato. E não falo somente pelos jogos deste Estadual, mas dos últimos confrontos entre Flu e Vasco, quando em muitos deles, sempre é marcado uma penalidade para eles, em geral no final quando o Fluminense comanda o placar. Pelo menos dessa vez, o gol deles não foi suficiente para decetar o empate.  Sou da lei de que se é pênalti tem que ser marcado, mas é necessário que haja o mesmo rigor em todos os lances e não somente favorecendo um só time. Na TV mostraram um pênalti do Wagner Diniz no Júnior César, e no entanto o juiz ainda chamou a atenção do lateral tricolor.

O Fluminense dominou grande parte do jogo, que poderia ter se tornado mais fácil do que foi. O placar justo hoje seria 3×1 ou 4×1, tanto que o Renato ainda pode poupar o Thiago Neves e o Washington nos últimos 15 minutos.

 Próximo jogo é contra o Mesquita, e depois domingo contra o Botafogo para depois jogarmos pela Libertadores contra o Libertad, dessa vez no Maracanã. Sei que num dos dois próximos jogos o Flu deve entrar com o time misto para entrar mais descansado contra os paraguaios.

Que o Flu vença os três jogos!

Libertad 1 x 2 Fluminense

março 22, 2008

Vitória importante porque foi fora de casa e por deixar o Flu com 4 pontos de frente para o terceiro colocado. Agora teremos um jogo no Maracanã contra o mesmo Libertad, depois viajamos para Buenos Aires para jogar contra o Arsenal e encerramos a primeira fase contra a LDU também no Maracanã. Terminamos a primeira parte da primeira fase em primeiro no geral, e até podemos terminar em primeiro ao final da Primeira Fase, mas eu sempre ressalto que o importante agora é se classificar, não importando em que posição no Grupo, pois no Mata-Mata a coisa se iguala. Eu até tenho preferência em fazer o primeiro jogo em casa nessas fases, mas temos que tirar proveito caso joguemos sempre a segunda em casa, e para isso tem que se cuidar para não tomar gol fora de casa ou então controlar o placar, o que é muito difícil se pegarmos um estádio completamente cheio.

Por enquanto temos nos comportado relativamente bem nos jogos fora. O que nos dá mais esperança é que o time pode crescer. Washington foi super marcante nesse último jogo marcando dois gols.

E domingo é outra competição. Temos que vencer a Taça Rio para garantir vaga na Final contra o Flamengo. Se o time jogar como jogou no segundo tempo em Assunção, ou mesmo no início do primeiro tempo, marcando firme e saindo rápido para o ataque, e além disso o juiz não resolver inventar um penalty pro Vasco, temos grandes chances de sair com uma boa vitória.  Vai ser um excelente presente de Páscoa.  Vamos lá, Fluzão.

A História das Crianças no Brasil

março 15, 2008

O título acima é de um livro organizado por Mary Del Priore, publicado pela Editora Contexto. Dei uma ligeira lida no início do livro e nos títulos dos capítulos. Eu tenho que ler alguns capítulos para a disciplina Produção Cultural para Crianças e Adolescentes do Curso de Pós em Literatura Infanto-Juvenil, mas decidi que vou comprá-lo, pois ele me pareceu ser uma das melhores leituras que terei que fazer, e farei com muito prazer. Um dos melhores capítulos me pareceu o que foi escrito por J.R. Góes e M. Florentino, “Crianças escravas, crianças dos escravos”, que me fez pensar num paralelo com o que está descrito na primeira metade do livro “Negras Raízes”, de Alex Halley .  Para quem não conhece o “Negras Raízes” (Roots) em que é narrada a saga da família do autor desde o primeiro negro que foi levado acorrentado da África por navios fétidos até a América.  Esse primeiro negro chamava-se Kunta Kinte, e em boa parte do livro é narrada a sua história na África, desde criança, e aí que vem o paralelo com o artigo que eu citei sobre “crianças escravas …”, pois em Negras Raízes é mostrado o cotidiano das crianças africanas, com seus afazeres, brincadeiras, responsabilidades, medos etc.  Já no artigo, é mostrado o cotidiano das crianças negras no Brasil na época da Colônia e do Império.

Negras Raízes eu comprei há dois anos num sebo. Torço que encontre também o livro da Del Priore num sebo.

E a “Máquina” demonstra sinais de cansaço

março 13, 2008

Novamente, o Fluminense não consegue engrenar uma  seqüência de boas exibições, e acabou somente empatando com o Resende: 2×2.  Contra o Friburguense, no sábado, o time já havia mostrado certos sinais de desgaste após a atuação perfeita contra o Arsenal, mas bastaram 15 minutos de excelente futebol para que o time saísse com uma boa goleada. Ontem, houve apenas lampejos de vontade do time.  Vi muita displicência em variados momentos. Não sei se é reflexo de salto alto ou de cansaço mesmo, pois o time vem de uma seqüência, sem poupar jogadores, de sábado-quarta-sábado-quarta.

 Foi também a primeira vez que o Fluminense entra somente com um centro-avante de ofício, já que perdemos o Leandro Amaral por problemas jurídicos e agora o Dodô que foi operado. Mas, como eu já me preocupava, o Renato acabou escalando o Cícero para jogar junto com o Washington.  Posso falar isso, pois eu escrevi isso no sábado quando soube da gravidade da contusão do Dodô, de que essa opção de c olocar o Cícero seria a menos viável para o Flu. Talvez até num jogo em que o Fluminense precisasse de segurar o jogo, poderíamos pensar  nessa formação, muito embora o Cícero não seja um jogador combativo.  Naas atuais circunstâncias, eu escalaria mesmo o garoto Tarta, ou outro jogador dos juniores, centro-avante de ofício, e botava na fogueira mesmo. Não dá pra preservar ninguém nessa hora.  O garoto pode entrar querendo aparecer, e de repente podemos ter sorte do garoto resolver. Poderia dar errado? Claro que sim, mas no futebol nada é garantido.  E o Tarta entrou bem no segundo tempo.  Faltou sorte em algumas jogadas e em outras faltou habilidade, mas no geral, faltou mesmo foi organização. Faltou também vontade em muitos momentos e em outros fôlego, mas como as duas competições estão em cima, e nas duas precisamos vencer, acabamos ficando numa sinuca, ainda mais que já perdemos dois atacantes.

Vamos torcer para que o time volte a mostrar um bom futebol contra o Americano, no sábado.

Outra goleada e Dodô saindo do céu para o inferno

março 11, 2008

Grande goleada contra o Friburguense, que foi até meio enganosa, pois o Fluminense não vinha jogando tão bem. Mas acabou tendo em 15 minutos uma atuação fabulosa e compensou todo o resto. Não concordo que o Fluminense só jogou bem porque ficou com um jogador a mais. Qual time faz 4 gols em 15 minutos por causa de ter um jogador a mais num jogo?  Que eu me lembre, nenhum.  Foi mais um dia de golaços.

Mas neste jogo, o Dodô acabou se machucando numa jogada em que inicialmente ninguém imaginou que tivesse sido tão séria assim. Uma pena, pois parecia que Dodô iria finalmente deslanchar no Flu, após aquela exibição fantástica contra o Arsenal. Agora a torcida tricolor tem que torcer para que não aconteça nada com o Washington, pois se antes tínhamos três atacantes de ponta, agora só temos um.

Próximo jogo, Resende, e eu estarei lá.

Literatura Infanto-Juvenil

março 7, 2008

O livro para o Prêmio Barco a Vapor acabou me empurrando para me inscrever nesse curso de Pós-graduação. Prova dificílima, mas fui bem. Pode me ajudar a aclarar as idéias para o Mestrado.

Estou muito ansioso para o início. Acho que entrarei novamente num período meio alucinante de não ter tempo para mais nada, mas isso nos deixa mais vivos.

Libertadores – goleada maravilhosa

março 7, 2008

Eu já devia ter escrito isso logo quando cheguei do Maraca na madrugada de quarta para quinta. Fluminense 6 x 0 Arsenal-ARG

Que coisa linda! É consenso entre os torcedores tricolores que essa atuação do time do Fluminense foi a melhor que já viram, e isso se for pegar um período bem grande. Eu só consigo lembrar de uma atuação do Fluminense que considero como perfeita, em 1984, contra o Corinthians no Morumbi, na semifinal do Campeonato Brasileiro daquele ano, quando o Fluminense venceu por 2×0 e simplesmente não deu nenhum espaço para que o Corinthians fizesse alguma coisa. Mas foi um nível diferente de atuação.  Em 84 jogávamos na casa do adversário, e o Corinthians tinha um time muito bom, com Sócrates, Casagrande (que nem era um virtuoso assim, como ele às vezes tenta dizer que foi), e vários bons jogadores, além de vir de uma classificação em que haviam goleado o Flamengo.  O Arsenal, segundo falam, vinha fazendo um bom campeonato argentino, além de ter em seu currículo o fato de ter vencido a Copa Sulamericana, em que não só não perdeu nenhum jogo como visitante, venceu jogos em estádios completamente cheios.  Cheguei a conversar com amigos sobre outras partidas muito boas, como o 6×2 do Fluminense no Palmeiras no Parque Antártica em 2001, ou o 6×2 do Fluminense no Cruzeiro em 2005 no Mineirão, mas em ambos os jogos o Fluminense, embora tenha feito duas grandes atuações, teve alguns minutos em que vacilou e deu espaço a seus adversários.  Mas contra o Arsenal foi algo incrível. Os jogadores não deixaram o Arsenal fazer absolutamente nada. O que os jornais argentinos falaram é a total verdade: o placar saiu barato para o Arsenal.  Se o placar terminasse 10×0 não seria nada demais.

Dodô foi mágico! Além dos dois golaços, participou de todos os gols do Fluminense. Gabriel me surpreendeu, jogando com raça. Júnior César também muito bem. Conca controlando o setor de meia.  Thiago Neves com aquela cobrança magistral e com um passe açucarado para o Dodô. Washington sempre com raça e chamando o jogo para si. A zaga séria em todos os momentos, mesmo com a goleada já construída. Ygor, se eu lembro bem, só errou um passe. Cícero entrou muito bem, e até o Fernando Henrique não teve sequer chance de fazer uma papagaiada.

Agora, é esperar que os jogadores encarem que essa vitória foi só uma vitória. Temos que ver que a competição é longa, e que primeiro temos que conseguir a classificação para a próxima fase, e daí, em jogos de mata-mata, a coisa se tornará diferente. Nessa fase seguinte que uma vitória como a de quarta-feira cairá muito bem.

Antes de terminar, queria falar da torcida do Fluminense.  Fiquei um pouco decepcionado com relação ao público (número) quando cheguei. Parecia ter algo próximo de 40.000 ou um pouco mais, enquanto eu esperava 50.000, mas foi um dos maiores públicos entre os brasileiros, e com um preço de ingresso dos mais caros (aliás, o mais caro de todos). O público divulgado, no entanto, de 35.000 presentes, surpreendeu a todos, pois nitidamente o Maracanã tinha mais gente que aquilo.  E ainda sobre a torcida, cantando o tempo todo, mas com tantas músicas, acho que fica mais difícil de se fixar na memória da torcida as letras. Tem um amigo que mexe com o pessoal da Legião Tricolor, que um dia eles irão lançar o CD “As 300 mais da Legião”. Mas foi lindo! E a volta do pó-de-arroz, na medida das circunstâncias, com a autorização bem em cima da hora, e com a Polícia acabando proibindo que as TOs entrassem com o talco (só a Legião entrou com o talco), ficou muito bonito.  Não ficou aquela nuvem que aparecia nos tempos áureos dos anos 70 e 80, mas deu para fazer uma festa linda.

 Que venha o próximo jogo, no Paraguai, contra o Libertad, em 19 de março. E a torcida está contando os dias nos dedos esperando o próximo jogo no Maraca!

O show está começandooooooooo!

Libertadores – segundo passo

março 2, 2008

Quarta-feira, dia 05/03, segundo jogo, agora contra o Arsenal-ARG.  Já estou com o meu ingresso.

Achav que o público seria muito bom, mas com a nossa maravilhosa diretoria “ajudando” bastante com a divulgação já acho que o público deve ser só um pouco superior ao do jogo do Flamengo. Mas o importante é a gente sair de campo com uma grande vitória para dar mais moral para o restante do torneio. Aliás, já no primeiro jogo já achava que poderíamos ter saído com os tres pontos, mesmo com todos os problemas enfrentados.

Estou contando os dias para esse jogo.