A menina que vendia livros – ou a menina (da) Travessa

Outro dia, proseava com um amigo e uma amiga sobre coisas corriqueiras e, conversa vai, conversa vem, essa amiga nos perguntou o que achávamos de algumas mulheres em termos de charme, beleza etc. Começamos a concordar sobre umas e discordar sobre outras. Algumas vezes eu tinha a mesma opinião de minha amiga e outras de meu amigo, mas em nenhuma das vezes houve opinião unânime entre os três. E o assunto morreu ali.

Dias depois, eu e meu amigo voltamos ao mesmo tema, em função de uma discordância quanto a uma mulher específica. Não há necessidade de dizer nomes, que os minguados leitores provavelmente não conhecerão, portanto, de nada valerá a curiosidade.  Além disso, no caso de conhecerem, poderemos criar um desnecessário desconforto.

Da moça citada, passamos para famosas, e o rumo do bate-papo mostrava que gosto cada um tem o seu. Porém concordamos que nem sempre aquela beleza ampla e publicamente cultuada era a que nos atraía.

Aí o amigo, para dar mais realidade à nossa teoria, citou uma famosa desconhecida, que trabalha na Livraria Travessa da Sete de Setembro. Disse maravilhas sobre tal mulher. Esculpi sua imagem em minha mente e na semana seguinte, quando estive no Centro do Rio e já me dirigia para voltar à Cidade Sorriso, lembrei da belezura da Travessa e mudei o trajeto.

Chegando lá, passei os olhos em todos os cantos, todas as vendedoras, no café, na porta entreaberta do escritório, das moças que saíam para o almoço, nos balcões de pagamento e recebimento dos livros e … nada.  Devo ter ficado lá mais de uma hora, mas alguma coisa me dizia que ou não tinha olhado com os mesmos olhos que meu amigo teve, ou então não procurei direito.  Foi realmente frustrante, mesmo sabendo que fui apenas para contemplar aquela famosa desconhecida, que continuou desconhecida.

Isso significa que  terei que voltar lá, mas dessa vez levarei meu amigo.

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7 Respostas to “A menina que vendia livros – ou a menina (da) Travessa”

  1. Evaldo Lima Says:

    Será uma morena? Eu era frequentador assíduo, mas já tem alguns meses que não vou lá. Sei que tinha uma vendedora muito bonita. Um sorriso contagiante. Deu até vontade de voltar lá, mesmo que seja para não comprar nada.

  2. Rita Lilika Says:

    Benites,

    Adorei a crônica. Tente atualizar o blog com textos pequenos entre as crônicas e contos.
    bjos

  3. Carlos Benites Says:

    Evaldo,
    Esse detalhe, por incrível que pareça, eu me esqueci de perguntar ao amigo, mas acredito que seja morena sim.

    Rita,
    Vou tentar. O amigo Benito que ficou de me ajudar nas atualizações, não pode voltar a mandar textos por alguns problemas. Espero que me mande o mais rápido possível. Mas pelo que eu o conheço ele não vai ser tão assíduo, como seria o ideal.

    Obrigado pelos comentários.

  4. Jandir S. Helena Says:

    Meu caro, as moças possuem belezas diferentes. Possivelmente você não a viu como seu amigo.
    Eu acho que sei quem é a beldade. Se for ela mesma, é uma bela morena.

  5. Marcelo Says:

    Escrevi um pequeno conto há uns anos atrás, que tem uma passagem nesta livraria, e em que uma bela vendedora, que já não trabalha lá, surge como personagem. Se alguém quiser, alguém com um fetiche tão grande por uma vendedora da Travessa como o que eu tinha quando escrevi meu conto, posso enviar 🙂
    Marcelo
    ribeiro.mv@gmail.com

  6. LUNA Says:

    Muito boa…Moral da história: O que cada um traz nos olhos é de sua própria autoria…rssss… Concordando então, com Jandir S.

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