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E o tema ainda é o Liceu

abril 30, 2011

Mudanças no Liceu

Calfilho

 

O tempo passou…

Minha época de liceísta estava lá atrás, quase esquecida, misturada às minhas novas preocupações da vida de adulto…

Passei dois anos praticamente fora de Niterói, depois que fui aprovado num concurso público e fui trabalhar no interior do Estado.

Foi duro para mim… largar minha praia, meu futebol, meus amigos conquistados depois de vários anos… Trabalhar em um ambiente diferente…

Enfim… o destino nos reserva algumas surpresas, uma delas foi essa…

Nunca mais entrei no meu colégio… Passava pela Amaral Peixoto, uma vez ou outra, só o olhava de longe… Como sempre, imponente, grandioso… Uma sensação estranha apertava meu peito… Via de longe, no ônibus ou no táxi, aquelas salas onde um dia estudei, onde em um outro matei aula, mas não conseguia divisar, de fora, as quadras, a de basquete ou de vôlei, onde dei meus primeiros passos no futebol…

Vi, quando o ônibus deu meia parada, diminuindo a marcha para um passageiro descer, a salinha do Grêmio, lá no fundo… que pena, agora, cercada de grades… Verinha não mais poderia pular a janela quando o diretor chegasse de surpresa e ela, como eu, estivéssemos matando aula…

Por que as grades? No nosso tempo, tudo era aberto, livre, até com um pouco de irresponsabilidade… Mas, cada um dizia o que queria dizer…

Não sei o que houve com o meu colégio…

Disseram-me, soube depois, que tentaram politizar o Liceu, inclusive o Grêmio, depois que dele saí… Tudo bem, a época era efervescente, 1961 em diante, pré- revolução…

Mas, enquanto lá estivemos, eu, Irapuam, Manequinho, Telúrio, João Bonvini, Joza, Cenira, Alber e tantos outros, jamais deixamos que a política partidária se infiltrasse em nossos objetivos, que eram esporte, divertimento, música, festas, coisas que o Grêmio se propunha a fazer e estava escrito em nossos estatutos (o de Verinha, que só tinha três artigos).

Infelizmente, soube que depois de nossa saída, o Grêmio se politizou e acabou sofrendo intervenção por parte de algum “revolucionário”. Disseram-me que, um deles, inclusive, fora ex-aluno do colégio e se tornara “revolucionário” para conseguir se eleger deputado. Soube, ainda, que uma das minhas colegas de sala, desde o primeiro ano ginasial até o último do científico, em 1959, fora presa pela “Redentora”, barbaramente torturada e assassinada, tudo em nome da “democracia”…

E, mais recentemente, soube por alguns membros de gerações posteriores do colégio, que as pistas de atletismo foram invadidas para construírem novos prédios, alguns até com finalidades diversas daquelas a que estávamos acostumados.

E, as várias reformas que foram feitas posteriormente, algumas sem nenhuma finalidade prática, acabaram por destruir aquilo que era o maior patrimônio do Liceu: a qualidade do ensino…

Por isso, em 1971, ao ver algumas meninas e alguns rapazes descendo a Amaral Peixoto, quando eu saía do Fórum de Niterói, eles envergando aquela camisa amarela do Grêmio, lembrei com saudade: esse é o meu Liceu. A camisa amarela e azul foi idéia do Grêmio, não da Secretaria de Educação… aliás, ela é até mais bonita que a antiga azul e branca do meu tempo de Liceu…

Introduzimos aquelas cores, amarelo ouro e azul escuro, em homenagem à seleção brasileira de 1958, que voltara campeã do mundo na Suécia.

Enfim, lembranças que foram ficando para trás, mas nunca esquecidas por mim.

Certa vez, quando era Promotor de Justiça em Niterói, no início dos anos 70, fui procurado por um diretor do Liceu da época, não me recordo o nome. Foi-me fazer um convite, como ex-aluno e atual autoridade pública, para fazer uma palestra no colégio sobre drogas. Recusei polidamente, pois sabia que não conseguiria passar das primeiras palavras ao me dirigir aos alunos da  nova geração liceísta. A emoção de rever aquelas salas onde estudei, aquelas quadras onde suava a camisa do uniforme, após “rachas” inesquecíveis, a salinha onde eu e Irapuam apresentávamos diariamente para os turnos da manhã e tarde, a “Hora do Grêmio”, os banheiros onde íamos fumar um cigarro escondido entre uma aula e outra, não me permitiria expressar com clareza o que pretenderia dizer. E, olha que, modestamente, era um bom orador, Promotor de Justiça acostumado aos debates no Tribunal do Júri, além de dar aulas para advogados em alguns cursinhos preparatórios para concursos da Defensoria, Promotoria ou Magistratura.

O Liceu me marcou profundamente. E, foi com satisfação, depois de entrar em contato pela internet com alguns liceístas de gerações posteriores, que soube que o colégio, depois de passar por sérias dificuldades, até com perigo de desabamento do teto, foi reformado, repintado e hoje continua bonito como era no meu tempo, imponente e majestoso, dominando como antigamente a Avenida Amaral Peixoto…

Pena que “seu” Azer, “seu” Borges, o professor Alber de Educação Física e todos os meus colegas que comigo desfrutaram daquela época maravilhosa não estejam mais lá…

Cabe a vocês, gerações após gerações, manterem viva a chama de amor ao colégio, como se fosse realmente nossa segunda casa e lutarem para que, cada vez mais, seja uma referência em qualidade de ensino em Niterói…

Manequinho do Liceu em duas crônicas

abril 12, 2011

Complementando a postagem anterior, hoje publicarei as duas crônicas citadas.  Primeiramente,  a de minha autoria, escrita em agosto de 2010 e em seguida a escrita pelo amigo Carlos Augusto Lopes Filho, o calf.

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O menino do Liceu

Carlos Benites de Azevedo

12 de dezembro de 2006, 10 horas, Igreja Porciúncula de Santana. Conferi o papel em que anotara o comunicado publicado na comunidade do Liceu Nilo Peçanha convidando para a cerimônia que celebrava os 50 anos de formatura da turma Ginasial de 1956 do famoso colégio niteroiense. Ingressei no Liceu 20 anos após aquela turma iniciar o Clássico ou Científico, que era o equivalente ao atual Ensino Médio. Só a forte ligação que sempre tive com o colégio me fazia ir a uma cerimônia em que não conhecia nenhum dos presentes. Chegando lá, fiquei a observar aqueles jovens senhores, tentando imaginar que vida teria levado cada um deles após deixarem o Liceu. Minha timidez fez com que ninguém soubesse de minha presença.  Nos dias seguintes, vários daqueles agora já vovôs e vovós tomaram de assalto a internet e passaram a comentar sobre o encontro na  Igreja e os causos da época em que estudaram, com uma memória prodigiosa com relação a nomes e fatos. E como escreve bem aquela turma! A cada relato eu ia conhecendo mais sobre eles, e passei a me aproximar com alguns pitacos na conversa. Foi aí que conheci a Nelma, que se emociona sempre que volta ao colégio; Verinha, advogada, porta-bandeira do Colégio nos desfiles na Avenida Amaral Peixoto e rainha do Grêmio, que quando volta a Niterói tem que beber um Mineirinho; Carlinhos, autor de vários contos sobre o Liceu contidos num livro a mim presenteado recentemente; Yara que acompanhou de longe, mas bem próxima pelos laços da internet, a Copa Libertadores de 2008 e ainda Pedrita, Silvio e tantos outros. Ainda tinha minha tia Lecy, que acabei descobrindo que estudara junto com alguns deles. Era a época dos discos de 78 rotações que eram tocados pela turma do Grêmio, onde se ouvia Elvis, Neil Sedaka e The Platters. Porém, a figura que mais me marcou, e possivelmente a todos daquela turma, não estava ali presente.  Manequinho do Liceu, era como ele era chamado. Aliás, Liceu era praticamente um sobrenome de todos ali. Era sempre Fulano de Tal, DO LICEU. O Manequinho estudara antes no Figueiredo Costa, colégio de grande fama, e relutara bastante em ir para o Liceu, mas um primo insistiu tanto que ele acabou  aceitando o desafio, pois o colégio tinha fama de ser mais rigoroso ainda do que o Figueiredo Costa. Assim, ao contrário da maioria que entrava no primeiro ano do Ginasial, ele ingressou no primeiro ano do Científico. Relutou, mas quando entrou, era o mais liceísta de todos. Como uma das meninas me falou, ele parecia aquele que Deus olhou e disse: “Desce lá e arrebenta!”.  Sua beleza era ressaltada até pelos rapazes. Claro que seu talento para o futebol e entusiasmo pelo esporte e música o ajudaram a se destacar, mas seu senso de companheirismo, de congraçamento e de justiça era tão visível que logo ele estava no Grêmio.  Queria participar de tudo.  Se os amigos de Grêmio se doavam 90%, ele era 100%; se os outros conseguiam os 100%, ele arrumava um jeito para chegar a 110%, e fazia tudo sorrindo, como se não fosse nada demais. Os amigos diziam: “você está marcado para grandes feitos!”

No meio dos relatos, eu montava mentalmente cada cena em que o Manequinho se encontrava, o que era facilitado pela profusão de narrativas sobre o mesmo. Quando a memória falhava para o Carlinhos, vinha outro e emendava a continuação. Assim, conseguia enxergá-lo nas viagens, competições esportivas, as reuniões do Grêmio, os embates com o diretor para que permitisse uma atividade não prevista, ou mesmo para defender alunos injustiçados. Mas o tempo ia passando e, como ele era o caçula da turma, alguns amigos saíram do Liceu antes dele. Começou a sentir falta dos amigos já no dia da formatura. Quando o viram chorando no discurso do Professor Baltazar, muitos perguntaram se ele estava emocionado pelas palavras em latim ditas pelo professor. Respondeu com um palavrão e confessou que estava já com saudades deles. Mas um deles, o Carlinhos, mesmo aprovado para a Faculdade de Direito da recém criada Universidade Federal Fluminense, não conseguiu se afastar e arrumou um jeito de permanecer no Grêmio e participar de tudo por mais um ano. Assim, Manequinho ainda tinha o bom companheiro de aventuras, que ultrapassavam os muros do colégio. Mas ele já começou a se preparar, do que faria no pós-Liceu. Diziam que os liceístas tinham duas opções: ou ingressavam nas melhores universidades ou seguiam a carreira militar.  Muitos se assustaram quando souberam que Manequinho se alistara numa unidade do Exército. Diziam que ele não tinha o perfil, que estranharia toda aquela disciplina. Ele só sorria, parecia que não se preocupava com o futuro. Disse então que ele provocaria uma revolução no Exército. “Como você vai abandonar esse topete de Elvis?”, diziam os amigos. “Pois essa vai ser a minha primeira revolução, e em breve todos lá usarão um topetão.” Os relatos que eu ouvia sobre ele diminuíam a partir de seu alistamento, e isso para mim era lógico, pois cada um foi seguindo o seu caminho.. Mas as cenas continuavam a ser montadas por mim. Eu o via claramente. Veio o golpe de 1964. Numa reunião quase clandestina de ex-liceístas, já que reuniões com estudantes não eram muito bem-vistas na época, surgiu a notícia de que dois colegas tinham sido presos, acusados de subversão. Lembraram então que o Manequinho estava no Exército e decidiram pedir sua ajuda. Foram a sua casa no Bairro de Fátima (coincidentemente, próximo de onde eu morei) e lhe mostraram o quadro. Ele ficou de procurar pelos antigos companheiros de Grêmio e que faria o máximo para ajudá-los.  E ajudou-os. Usando o seu poder de convencimento, encontrou um oficial bem graduado que tinha uma posição mais moderada do que a que reinava e os amigos puderam voltar para suas casas. Confrontado pelos amigos pela situação, da qual ele acabava fazendo parte, ele dizia que infelizmente não podia ajudar muitos outros, como os amigos do Grêmio, e que ficava triste com isso. “Eu sou um só”.  Em 1968, o Brasil vivia um momento de grande agitação política, e mais uma vez surge em cena o Manequinho. Houve uma ordem, partida de um militar bem graduado, de que um atentado contra um conglomerado industrial público no Rio de Janeiro fosse impetrado por membros da Aeronáutica e do Exército, com o objetivo de culpabilizar grupos clandestinos de oposição ao regime. Dois militares se insurgiram à ordem, pois não queriam sangue em suas mãos, e ameaçaram tornar pública a história. Um deles era um Capitão da Aeronáutica. O outro era Manequinho. Foram presos por isso, e posteriormente expulsos de suas armas, sendo ameaçados para não contarem nada. Mas ao menos eles conseguiram que a ordem fosse cancelada. Veio a Anistia em 1979, e nada de notícias sobre Manequinho, até que durante a tragédia das chuvas em Niterói em 2010, eu o vejo chorando a morte de algumas crianças. Com a indenização que recebera, pela injustiça que sofrera, Manequinho construiu um centro esportivo para receber jovens carentes, dentre eles, estavam duas crianças do Morro do Bumba.

Infelizmente, o Manequinho não esteve presente nas cenas narradas após maio de 1962. Já no Exército, ele adoecera seriamente e uma leucemia o impediu de realizar os grandes feitos para os quais estava destinado. Talvez não aqueles que apareceram nas cenas montadas por mim, mas certamente tão grandiosas quanto. Me fez lembrar o personagem Nemecsek do livro Os meninos da rua Paulo, que era franzino mas que  acabou tornando-se um herói. Os últimos relatos sobre ele mostravam a Verinha chegando chorando na casa do Carlinhos para lhe dar a triste notícia:

– Morreu, Carlinhos. Ele morreu …

(escrita em agosto/2010 e finalista do Prêmio UFF de Literatura de 2010, e presente na Coletânea do referido concurso, publicada pela EdUFF)

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Reencarnação

Calfilho

Muita gente acha que isso não existe, que é fantasia, que o corpo é só matéria e depois tudo se vai…

Comecei a indagar–me se isso era verdade…

E, agora, quando reli a crônica que o Benites escreveu sobre o Manequinho, as dúvidas voltaram…

Praticamente, mais de meio século depois dos fatos terem ocorrido, ele escreve uma breve estória que não viveu… Ele, que estudou no Liceu vinte anos depois de nós… Mas, sua versão me parece tão atual, que parece que estou revendo aquelas mesmas salas, aquele pátio, aqueles mesmos sorrisos na hora do recreio, os discos de 78 tocando na vitrola improvisada…

Ele, por telefone, disse-me que modificaram muito aquele cenário antigo. Agora, tem até um tal de CELEMO, que não sei o que é, construído na nossa pista de atletismo… Pena de “seu” Azer, que não poderia mais treinar a bateria na pista para os desfiles do azul e branco na Amaral Peixoto.

Enfim, ele não conheceu Manequinho pessoalmente… Mas, pelos relatos que lhe foram passados, sabe talvez mais dele do que eu… Ele, Luiz Carlos Maciel Vieira, Deus apontou com o dedo e disse assim “Vai lá e arrebenta… Mas, volta logo, que você faz falta aqui em cima”. (A frase, de rara felicidade, é da nossa contemporânea Yara, que hoje reside em Curitiba. Eu, apenas, dei um pequeno retoque, acrescentando o último parágrafo).

E, talvez, ele tenha voltado mesmo, depois que descobri o Orkut, o Benites, até a Nelma, que não conheci pessoalmente naquele tempo, mas, que tive o prazer de rever depois de tanto tempo.

Voltado, numa versão mais atual do Liceu, por lembranças que não se podem perder nunca…

Manequinho era meu amigo… Dei-lhe muitos esporros quando não me passava a bola no futebol de salão do Liceu… ele somente abaixava a cabeça e dizia, humildemente:

— Não deu… Na próxima eu te passo…

Mas, curtimos, com bastante intensidade, com muita alegria e despreocupação com a vida, aquela fase liceísta…

Deixou-nos em abril de 1962, mas a crônica do Benites parece mostrar que ele permanece entre nós…

Será se ele voltou mesmo?

Mais uma vez, o Liceu

abril 9, 2011

No ano passado escrevi de forma meio despretensiosa, após uma sugestão de um amigo, uma crônica que falava sobre o Liceu, colégio onde estudei no Ensino Médio, e que muito me marcou. Era para o Concurso Literário da UFF de 2010, que tinha como tema “50 anos … e agora?”, ou algo parecido. Não precisava falar sobre os 50 anos da UFF, mas sobre algo que envolvesse o período de 50 anos.  Aproveitei um evento que alguns ex-liceístas que estudaram bem antes de mim, em comemoração aos 50 anos de formatura, e junto falei sobre um personagem que era muito falado por alguns amigos que ganhei dessa turma e que não está mais entre nós, cujo nome não me recordo (foi dito uma vez numa mensagem no orkut por um primo seu), mas que era conhecido como Maneco, ou Manequinho, do Liceu.

Sinceramente, não achava que conseguiria ser um dos finalistas do Concurso, pois escrevi o texto em uma tacada só, em poucas horas, quando já se encerrava o prazo para a entrega dos textos. Nem revisei. Mas acabei sendo um dos finalistas.

Mostrei a crônica para todos os personagens que foram citados e para mais alguns que se interessaram em lê-lo.  Um dos últimos que receberam o texto acabou sendo o Carlinhos, um botafoguense que assina seus textos como Calf, e com o qual venho mantendo contato desde 2006, quando descobri na internet um texto de sua autoria fazendo uma narrativa de todo o período em que ele estudou no Liceu, com uma precisão incrível, que cheguei a achar que ele tinha anotado todos aqueles nomes e fatos em algum diário.  Depois desse texto, ele me mostrou outros textos e posteriormente publicou um livro com aqueles e outros contos, todos com o Liceu como tema de fundo.

Após ler minha crônica, no mesmo dia o Carlinhos e eu trocamos algumas mensagens por e-mail, sempre com ele citando mais um ou outro fato que falava sobre o personagem principal da crônica.  Eu havia usado todas aquelas cenas descritas pelas memórias incríveis daqueles jovens senhores e praticamente me coloquei como se estivesse lá junto a eles, presenciado tudo que envolvia o Manequinho.  Quando achava que o assunto tinha morrido, no dia seguinte olho minha caixa de mensagens de um e-mail que nem tenho o costume de abrir todo dia, e vejo uma breve mensagem do Carlinhos, falando que depois de ler o meu texto outra vez, ele ficou a pensar e acabou por escrever outro texto, que não só comentava meu texto, como mais uma vez falava sobre o Manequinho, e mandou-me a pequena crônica em anexo.

Problemas de incompatibilidade tecnológica (meu Word onde estava não era da mesma versão do arquivo enviado), me fizeram não lê-lo imediatamente. Quando eu o li, me emocionei muito mais do que qualquer outro texto que falava sobre o Liceu ou qualquer um de seus personagens. Pedi autorização ao Carlinhos para postá-lo aqui no blog, mas ele me pediu que primeiro fizesse umas pequenas correções para que eu o postasse. Além do mais, nem no seu site ele o postara.

Em breve, postarei a minha crônica, e logo depois o texto do Carlinhos.

Os ex-liceístas irão gostar. Espero que os não-liceístas também gostem.