Archive for agosto \19\UTC 2011

Prêmio UFF de Literatura 2011

agosto 19, 2011

Já estão abertas as inscrições para o citado concurso, que entra na sua quinta edição. De todos os quatro primeiros só não participei do segundo, realizado em 2008, cuja temática, algo sobre a Amazônia, não me inspirou a escrever conto ou crônica.

A primeira edição teve como tema “Aconteceu na UFF” e fui finalista na categoria Contos, com “Mister Duffy”, já postado no blog. O meu amigo Benito Petraglia foi o segundo colocado nessa categoria com o conto “No elevador”, que já foi postado neste blog há poucos meses. Em 2009, a UFF trouxe Paris como tema e dessa vez resolvi participar nas 3 categorias, contos, crônicas e poesias, sendo que nessa última eu fiz um cordel, que infelizmente não foi selecionado. Cheguei a pensar na época que a banca poderia ter usado de alguma espécie de preconceito com a poesia de cordel, que é tratado por muitos como uma forma menor, mas não posso julgar, ainda mais que aquela tinha sido minha primeira experiência em escrever um cordel. Mas a minha dúvida surgiu antes mesmo de inscrever a poesia no concurso, se ele seria avaliado realmente, se a banca exigia somente as poesias mais tradicionais ou se um produto inspirado na cultura nordestina teria chance. A dúvida era aumentada pelo fato de não ver nenhum cordel entre finalista de nenhum concurso de poesia. Mas voltando ao concurso, naquele ano, fui finalista nas outras duas categorias com a crônica “Eu odeio Ethan Hawke” (ao contrário do que diz o título, eu não odeio o citado ator americano) e com o conto “Um conto em Paris”, sendo que esse também já foi postado aqui no blog. Por último, a UFF, aproveitando o ano do seu cinquentenário, em 2010 trouxe o tema “50 anos … e agora?”, onde poderíamos escrever sobre algo que se referisse ao período de 50 anos, mas que não obrigatoriamente seria sobre a UFF. Fui finalista com a crônica “O menino do Liceu”, que também já postei aqui. Mas curiosamente, dentre os textos enviados, esse foi o que eu achei que teria menos chance de figurar entre os finalistas. O meu favorito era o meu conto “Os diários de C.”, que na verdade seriam os diários de Capitu, talvez a mais famosa personagem machadiana, mas infelizmente ele não apareceu entre os finalistas.  Depois de reler o texto, vi que, como escrevi de forma corrida, sem sequer reler, que ele tinha alguns problemas, que não detectei na época. Fiz uma pequena revisão e o postei aqui, e logo depois de postado verifiquei outro probleminha e um amigo que o leu, o cearense Breno, e me ajudou com duas sugestões e também viu um outro errinho.  E aí, entre uma vírgula a mais, outra a menos, a falta de uma preposição aqui outra acolá, ontem reli o texto pela n-ésima vez e verifiquei a falta de um S (pasmem) NO TÍTULO. Bom, mesmo que na hora que eu enviei o texto eu ao menos tenha consertado o título, pelo jeito eu merecia mesmo não ser finalista.

Este ano o tema é “Viagem à Itália”.  Ainda não comecei a escrever, e até já tive ideia para mais de um conto e crônica, mas ainda não me decidi a iniciar e nem sequer qual delas usarei. Possivelmente não me aventurarei mais uma vez na poesia. Como diz o Benito, que conhece como eu escrevo,  não é motivo para eu  me desesperar, pois quando começo a escrever, o faço de forma seguida e rápida. Se fosse com ele sim, de repente até desistiria de se inscrever, já que é muito metódico e ainda tem características antigas, de escrever a lápis no papel e depois passar para o computador. Bem, mas não posso demorar tanto a começar, principalmente quando lembro do ano passado quando não tive tempo de rever nenhum dos três textos, todos eles feitos nos dois últimos dias, sendo que o conto e a poesia foram feitos em menos de 6 horas. Ah, esqueci de dizer: é até o dia 29 de agosto. Ou seja, faltam sete dias.